jueves, 30 de octubre de 2014

Desci o Elevador da Glória

Eles olhavam encantados para o casario, para as galerias de arte urbana instaladas à frente dos muros que amparam o jardim do miradouro de São Pedro de Alcântara.
Eu, provavelmente a única portuguesa a bordo,  encantei-me com o olhar deles.
Saímos, seduzidos pelo cheiro a castanhas assadas, estrategicamente ali estacionadas!
Sucumbi-lhes, indiferente aos vinte e tal graus que o termómetro acusaria!


(Quase compensou a desilusão de ter entrado numa das mais bonitas padarias de Lisboa, a Panificação de São Roque, no Príncipe Real, e ver um expositor contemporâneo e sem graça a tapar os centenários painéis de azulejos! Salva-se o pão de centeio, que estava bom!)



lunes, 27 de octubre de 2014

Mas há sempre taxas alfandegárias...


Há uma linha ténue:

Entre a frontalidade e a falta de tacto.

Entre o tacto e a hipocrisia.

Entre ser confiante e ser presunçoso.

Entre o humor e o despropósito.

viernes, 3 de octubre de 2014

Isto diz mais de mim do que deles...

Já se sabe que este blogue não prima pela actualidade:


No diferendo Mourinho/Jesus, sou claramente a favor de Mourinho e a lógica que sustenta o meu juízo é esta: chateia-me mais que duvidem da minha palavra do que gozem com uma das minhas fraquezas.


No diferendo Mourinho/Ronaldo, sou claramente a favor de Mourinho e a lógica que sustenta o meu juízo é esta: chateia-me mais a falta de lealdade do que o desprezo.

martes, 23 de septiembre de 2014

Vj on the blog!

Quando: não se tem quase nada para dizer/ não se tem tempo/deixamos a preguiça ganhar, transformamo-nos em VJ!
E cantar isto ou qualquer coisa parecida (a conduzir, em dia de chuva e sem passageiros)!...

A letra que a Kate tenta esconder:
Out on the winding, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me?
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights

(Chorus x2) Heathcliff, it's me, Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in-a-your window

Ooh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine a lot, I find the lot
 

miércoles, 30 de julio de 2014

Portugal Feliz (take 4)


 Bordaliando...
Find Wally/bacalhau!

The best of oest é, "ao fim e ao cabo", carborar ou "Carvoeirar" uma Estrella Galicia (Galegos conquistam praças a sul!) fresquinha num fim de tarde quentinho...

 












Nazarenas a solhar!



 Benidorm? Ni idea!
A melhor viagem de finalistas passa pelo Baleal... (Era uma turma exótica!)




Portugal Feliz (take 3)

Adivinhem!?
 Por aqui vivem cultos morcegos!

martes, 17 de junio de 2014

Dia da Consciência

"Portugal" perdeu porque jogou mal.
Não há razão para sublimar a vitória da "Alemanha", só porque é a "Alemanha".
Os alemães não nos oprimem, a Senhora Merkel não nos oprime, nem tem culpa de termos tantos políticos incompetentes, há tantos anos, à frente do país.
Os alemães levantam-se (conotativamente e denotativamente) mais depressa e são mais pragmáticos. Obtêm melhores resultados, mais depressa. Não são melhores do que os portugueses, mas sabem fazer render as qualidades que têm e Nós, os portugueses, nem sempre sabemos.
A Alemanha não tem o "melhor do mundo", nem sequer maravilhou, mas ganhou.


Mudando de tema, ou permanecendo, conforme as interpretações, hoje recorda-se a grandiosidade de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português que em Bordeaux salvou muita gente da perseguição Nazi. Nazi não é sinónimo de alemão. Chega de pôr tudo no mesmo saco e chega de confundir o poder económico alemão com o nazismo.
Até porque muitos alemães também foram vítimas da perseguição nazi.
Hoje recorda-se a grandiosidade de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português que em Bordeaux salvou muita gente da perseguição Nazi. E ainda bem, porque nunca é demais lembrar que "nem sempre o que os outros nos dizem para fazer é o melhor" (como alguém dizia, esta manhã, à TSF). Aristides pensou pela sua cabeça e isso justifica este "dia da Consciência".

viernes, 28 de febrero de 2014

"Entre mim e as Palavras..."

Há palavras de que gosto sobretudo pelo som. Como estas, que escrevi numa das paredes do meu sótão:

JUNQUILHO - flor de fevereiro, a minha preferida, também designada de narciso.
PAURA - medo, em italiano.
PICHICHI - o nome do prémio para o melhor marcador do campeonato espanhol de futebol e que já consta da galeria do Cristiano ronaldo ;).
ENCORE - ainda, em francês.
BORDERLINE - fronteira ou limite, em inglês.
ENTSCHULDIGUNG - desculpa, em alemão.

lunes, 3 de febrero de 2014

BordARTE

Inesgotáveis as combinações de que somos capazes...
Adorei a do Jose Romussi, um artista chileno que borda sobre fotografias.
As minhas preferidas são as da série DANCE.
Mas há mais: http://cargocollective.com/joseromussi e http://theprojectroompb.com/tagged/artists


jueves, 30 de enero de 2014

Moralizar no século XXI

Se eu escrevesse as minhas memórias (que é mais ou menos o que estou a fazer), poderia recorrer à lamentável expressão "no meu tempo" e lembrar que, surpreendentemente, "no meu tempo":

- Versalles recusou "A Noiva" (candelabro gigante feito com tampões, que pode ser agora apreciado no Museu de Arte Contemporânea de Elvas) de Joana Vasconcelos na mega exposição que lhe dedicou!

- o parlamento sueco retirou da sua sala de jantar uma pintura barroca, do século XVII, onde figuravam seios!

- a imprensa portuguesa questionou o tamanho da saia da assessora de Cavaco!

- advogados "invejosos" fizeram queixas à Ordem dos Advogados de um vídeo feito por uma firma de advogadas, que não escondiam serem giras e eficientes ao ponto de ganhar para se vestirem com peças caras e de bom gosto (o que é discutível, mas não condenável)!
(E ao que consta, são mesmo eficientes! Também consta que o vídeo chamou a atenção de magnatas angolanos! Oh, que chatice! Vão roubar potenciais clientes chorudos às firmas mais "cinzentonas"! Go girls!)

- a sociedade lembrou-se agora de transformar os estudantes universitários em monstros, capazes de humilhar os seus semelhantes, sacudindo a culpa que realmente tem ao não preparar em casa, que é onde a Educação deve legislar, as crianças e os jovens para dizer NÂO, sem medo de retaliações sociais, para defender os que são mais fracos e que por isso não conseguem vocalizar esse Não, e, sobretudo, para distinguir o que é certo do que é errado.
Se a "praxe" está ao serviço da estupidez (como parece estar em vários casos), acabar com a praxe acaba com a estupidez? Que fácil seria a solução...
Pela minha experiência, que foi positiva, argumento a favor da praxe, que se ela serve de alibi para a estupidez, também serve de alibi para vencer a timidez, para o engate, para a paródia de todos os envolvidos... Tudo isto (estupidez incluída) pode acontecer com ou sem praxe.

Ainda não se sabe ao certo o que sucedeu no Meco (até pode ter sido só um lamentável acidente do mesmo calibre dos que vitimizam os curiosos "aventureiros" que gostam de ver as ondas mais de perto, sentir na cara a lama dos carros de rali e afins), mas a sapiente opinião pública já encontrou culpados, a mesma que não duvida da culpa dos pais da Maddie e dos pais do menino da Madeira!
Para quê Justiça, quando temos civis com tão elevadas capacidades, eivados de espírito de cruzada, prontinhos a moralizar os menos atentos, ingénuos, que como eu admitem a inocência destes "óbvios culpados"? Como ousamos relegar para a PJ a tarefa de investigar a verdade?

E COERÊNCIA? Essa virtude raríssima (inantingível, arrisco-me a rotular), já que muitos/alguns dos que não hesitam em "fazer justiça" na praça pública são os mesmos que optam pelo adjetivo "paneleiro" ou "preto", em vez do nome próprio, quando se referem, respetivamente, a um determinado homossexual, ou pessoa de raça negra, entre outras façanhas de equiparável potencial humilhatório, seja com a capa humorística ou não!

miércoles, 22 de enero de 2014

O direito ao Amor incondicional

Acodem-me vários palavrões, mas não me sossegam a raiva que sinto perante a leviandade com que se sugere e agora se impõe um referendo sobre a co-adopção por casais formados por pessoas do mesmo sexo.

No fim da década de 90, visitei, em reportagem para um trabalho universitário, a Casa do Gaiato, em Paços de Sousa, onde, na altura, só havia rapazes e padres. Os rapazes conviviam com outros rapazes e eram cuidados por homens.
Acreditei na dignidade e no empenho, talvez até no amor, que os padres dedicavam àqueles rapazes, mas pareceu-me que lhes faltava conviver mais com raparigas e com mulheres, apenas porque elas fazem parte da sociedade. Que eu saiba ninguém sugeriu uma lei que proíbisse orfanatos formados apenas por crianças do mesmo sexo!?

Que eu saiba os casais homosexuais não vivem isolados. Convivem com homens e mulheres.

Nunca consegui aceitar os argumentos dos que recriminam a adopção por duas pessoas do mesmo sexo, simplesmente porque jamais batem os argumentos de uma criança confinada a um orfanato, sem sentir o amor incondicional de alguém.

Pressão social? Bulling? Sim, lamentavelmente, existe. São esses os comportamentos que devemos ferozmente combater. Mas acredito que ninguém melhor do que um homossexual, habituado a lidar com eles, para ensinar a criança a defender-se e a crescer mais justa e receptiva à diferença.
Serão a pressão social e o bulling comparáveis à violência da ausência do amor incondicional, de que só os bons pais, verdadeiros ou adoptivos, são capazes?
Acodem-me novamente vários palavrões e a vontade de distribuir chapadas.

lunes, 20 de enero de 2014

"Penso eu de que..."

Não pensei sempre assim e até é provável que mude de opinião, mas, por agora, considero que há dois caminhos para se ser ainda de esquerda: um é utópico e tem todo o meu apreço, mesmo que o considere relativamente inócuo, o outro é o da hipocrisisa. Merece desprezo.

E não é no meio que está a virtude.